segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Meu mantra para 2018

Que eu precise resistir e lutar menos
Que eu possa existir e viver mais.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

"Tenho em mim todos os sonhos do mundo" e todos os mundos onde vivi cada sonho.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Tempo

O tempo do qual somos feitas, muitas vezes é nosso aliado, outras nosso inimigo. O tempo me trouxe, além de muita experiência, conhecimento, crescimento, resignação e sensibilidade,  muitos quilos a mais,  rugas no rosto, manchas nas mãos, problemas de saúde, principalmente devido a vida corrida, em que cuidar do outro sempre foi prioridade. 

O que sou é resultado de minhas escolhas. Sempre preferi o livro ao esporte, a solidão às amizades, o silêncio às festas. O autocuidado nunca foi uma preocupação minha e hoje vejo o quanto estou pagando por isso.

Não sou a mesma de há vinte anos, nem de há quinze ou de há dez. Não tenho mais o mesmo corpo, nem o mesma mente. Não tenho mais os mesmos sonhos, nem os mesmos sentimentos, não tenho mais as mesmas ilusões nem os mesmos projetos.  Algumas ilusões eu realizei,  de muitos projetos eu desisti, tantos outros eu conquistei, com dificuldade e persistência. Nada em minha vida veio fácil, ninguém nunca me deu nada, sempre lutei por tudo, inclusive por ter o direito de desistir de lutar. 

Voei para tantos lugares, tantas vivências,  tantos amores. Foram tantas dores, tantas resistências, tantas partilhas e tantas entregas. Ganhei o mundo, vários mundos e fui o mundo de outras pessoas. Eu, a pequena menina do interior, a retraída, tímida, machucada, medrosa, que não tinha amigas e sonhava em ser querida, simplesmente querida por quem ela mais queria.

Às vezes tenho a sensação de que envelheci mais do que deveria e a imagem que vejo no espelho me confirma isso. Mas e o espelho da alma, o que ele tem refletido? Em algumas situações também sinto minha alma desgastada,  cansada, calejada de tantas dores, tantas decepções, tantos sofrimentos. Em outros momentos, vejo o reflexo de alguém que guarda uma gana em viver, um desejo forte em (des)construir, que se refaz das cinzas a cada dia, que se revigora nos silêncios das noites solitárias, que arranca forças de onde não tem.

"Sou mais forte do que imagino" é o que vivo repetindo para mim mesma a cada novo amanhecer, depois de cada decepção, a cada novo golpe da vida. Queria tanto acreditar nisso, nesse exato momento eu não acredito, mas quem sabe amanhã... o tempo cura tudo, até as dores mais intensas e, nesse caso, o tempo é meu melhor amigo.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Tenho dentro de mim um abismo tão  grande quanto a distância que me separa da felicidade.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Foram tantas fases e faces, para ser quem eu sou. Quantos detalhes, experiências, vivências, partilhas, trocas, doações, entregas. Foram tantos sorrisos e tantas lágrimas, encantos e decepções, conquistas e perdas, vitórias e derrotas.

Foram tantos dias sombrios e outros tantos iluminados, tantas noites de solidão e outras tantas de amor e paixão. Cada instante vivido, cada poema devorado, cada livro lido, cada flor que eu vi desabrochar, cada rio que eu contemplei correr, cada onda do mar que me molhou os pés, cada canto de pássaros que eu ouvi, cada sol que vi nascer e cada entardecer que admirei me fizeram quem sou.

A mulher que sou é reflexo de todas as outras mulheres com as quais convivi, compartilhei, me identifiquei, amei, admirei. A mulher que sou é síntese de todas as histórias que ouvi, todas as dores que tomei pra mim, todas as causas com as quais me comprometi, todas as lutas que lutei, as bandeiras que ergui.

Pensando assim, eu deveria ser uma pessoa que, além da sensibilidade, deveria trazer comigo a força das mulheres que me inspiraram, me ensinaram, me guiaram. Contudo não é assim... Eu não consigo ser forte diante de alguns fatos e atitudes que me fazem sentir vulnerável, fraca, perdida. Embora eu não queira, algumas pessoas conseguem me fazer sentir insignificante; suas atitudes me machucam e me fazem desacreditar no amor (em todas as suas formas),  na doação, na entrega, na amizade.


Apesar disso eu não consigo deixar de amar incondicionalmente e de dar o melhor de mim, mesmo correndo o risco de que nada seja reconhecido,  como na maioria das vezes não é. Mas gostaria de verdade que fosse diferente, gostaria de não ser tão sensível, de sentir menos, de me importar menos, de ser menos, mas infelizmente não consigo. Não consigo ser metade, porque sou intensa demais, e para pessoas como eu, sofrer é inevitável. Já estou envelhecendo e ainda não me acostumei com isso...

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Solidão

A solidão tem sido a minha mais leal companheira. E por mais que eu tente afastá-la, por mais que eu não queira, ela vai ocupando os espaços vazios, substituindo os sentimentos empoeirados, tomando o lugar dos sonhos não realizados, dos desejos não vividos, das emoções não expressadas. Aos poucos ela vai tomando conta de tudo em mim, tomando conta do que antes era do amor, da paixão, da entrega, da cumplicidade, da partilha, da amizade. E embora eu conheça tão bem essa minha leal companheira, às vezes, eu ainda a confundo com saudade.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

...

Fecho os olhos e os vejo ali, amontoados no mesmo canto da vida onde os deixei, com a desculpa de que a caminhada seria mais leve sem eles. Não tem sido...

Olho fixamente para eles, meu coração palpita e quero retomá-los, contudo eles parecem mais pesados e impossíveis do que quando os deixei.

Desisto mais uma vez de caminhar em direção a eles e sigo  esvaziada de esperança e sem rumo certo. A única certeza que tenho é a de que estou deixando para trás meus sonhos e com eles, quem sabe, a oportunidade de ser feliz.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Silêncios

Hoje o silêncio tomou conta de mim. Ele tem sido meu companheiro durante toda a vida, mas em alguns dias, como hoje, sua presença é tão forte que me angustia e me faz chorar. 

Eu já experimentei silêncios melhores, como aqueles encontrados na poesia dos olhares, na delicadeza dos toques, no abrigo dos abraços, na fortaleza dos afagos, nos encontros dos lábios, no contato mudo dos corpos.

Mas o silêncio que me inunda hoje é o da solidão, da incerteza, da insegurança, da incompreensão, da  fraqueza, da tristeza de estar só no mundo, no meu mundo...

Há um nó na garganta, um choro incontido, uma vontade de me esconder, desaparecer, deixar de existir...

Queria um abraço forte agora, o aconchego de um colo, um sorriso que me transmitisse esperança... mas o que tenho pra hoje é o silêncio e a dor de ser quem sou.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Hoje eu acordei sem querer me levantar, mas não teve jeito, então respirei bem fundo, pra aliviar o peito,  e me levantei. 

Deixei a água fria me despertar,  esfriar os pensamentos, lavar as lágrimas.  Vesti a roupa da falsa alegria, me maquiei com muita cor- pra disfarçar a dor - e disse: "bom dia"!