segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

...

¿Con cuántas miradas se conquista un corazón?
¿Con cuántas sonrisas se inspira una canción?
¿Con cuántas carícias se decifra los poemas escritos en las profundezas del alma?

Tú...
Con tanto solo una mirada me ganaste por completo
Con tan solo una sonrisa, transformaste en música todas  mis desilusiones pasadas
Con tan solo una carícia, me desnudaste el alma y decifraste verso a verso todos mis poemas proibidos.

Tu existencia compone notas musicales en mi interior, 
Tus manos, al tocarme, me recitan poesias
Tus besos escriben en  mi piel poemas concretos.


sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Aprendizaje I



Con ella aprendí a creer de nuevo en la vida, mientras sus manos desordenaban mis cabellos y sus gemidos tiraban por tierra todas las mentiras que me habían contado sobre mí.

domingo, 25 de novembro de 2018


Ontem minha mãe me visitou e com um abraço,  me aconselhou: "a quem lhe der indiferença, ofereça afeto e a quem lhe der desprezo, oferte Axé, porque você não veio ao mundo para guardar rancor, mas para presentear com amor a quem lhe causa dor."    
Então lhe disse: "mas mamãe, quem me causa dor, não merece o meu amor." E ela, secando minhas lágrimas, contestou:  "quem disse que só ofertamos amor a quem merece? Simplesmente ame, ame sem medidas, ame sempre, aqui e acolá, esta, aquela e todas, porque só amor cura, liberta e transforma."
Minha mãe é puro amor e, a cada dia, vou aprendendo com ela que amar é a única coisa que realmente vale a pena.
 Ora yê yê ô, Mamãe Oxum!

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Sigamos juntas...


Si quieres hacerme callar, que sea con un beso.
Si quieres hacerme  parar, que sea con un abrazo.
Si quieres hacerme  partir, toma mi mano y camine a mi lado.
Sigamos juntas.
No te voy a soltar...

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

...


Hoje sonhei com ela...

Entrava em minha casa, como em outras vezes. Vinha conduzida  pelas mãos de minha mãe Oxum.

Estava sorridente e falante, e de seus olhos saiam faíscas de alegria. Nos abraçamos, um abraço a três,  cheio de sororidade e cumplicidade. Senti minha face molhar, era a Mãe das águas nos abençoando.

Acordei com a impressão daquele abraço e com a tristeza de que fora apenas um sonho. Me levantei, acendi um vela para Oxum e pedi que a visitasse, onde quer que ela estivesse, que a envolvesse com suas águas curadoras e que cuidasse de seu coração, de seu corpo e de sua mente. 

Tenho certeza que Mamãe Oxum a está abraçando nesta hora.

domingo, 11 de novembro de 2018

A avó-mãe da menina



A menina separava os tecidos coloridos que a avó ia cosendo. Ao som da velha máquina de costura,  a colcha de retalhos ia se formando, enquanto a mulher contava histórias.  A menina olhava a vozinha com ternura e admiração, vendo-a  conduzir o tecido em direção à agulha com a mesma coragem e serenidade com que conduzia a casa e cuidava dos netos.

Gostava da companhia daquela avó, que carregava nos  gestos a valentia e no olhar a doçura dos povos originários.  A menina  amava o tom da sua  voz rouca, da sua pele morena e cheia de rugas, de passar os dedos nas veias grossas das suas mãos delicadas e finas, do cheiro gostoso do seu abraço apertado, da maciez dos seus cabeços grisalhos, do seu sorriso alegre ao desejar "bom dia". 

Não havia no mundo ninguém a quem a menina amasse mais que a avó-mãe.  Ela era sua inspiração, seu exemplo, seu esteio, seu sustento; era a mulher mais forte  e corajosa que a menina conhecia, mas também a  mais sensível e amorosa.  O colo da avó  era o único lugar onde a menina adormecia tranquila, pois sabia que ela  a protegeria de toda maldade humana. Com a avó, a menina aprendeu que para viver é preciso ter  força para lutar, coragem  para recomeçar e  amor para espalhar.

Quando a avó partiu para o lado de lá, a menina se perdeu num mundo de tristeza,  uma tristeza que a acompanhou nas estradas da vida  por onde andou.  Hoje, apesar de buscar forças no exemplo da avó-mãe, a menina-mulher  tem dificuldade de se encontrar  e, todas as noites, pede que a avó venha lhe abraçar e que não demore a levar para a margem de lá, a menina que ficou do lado de cá.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Reexistência




Minha vida sempre foi resistência. Resisti aos maus-tratos, resisti aos abusos, resisti à violência,  resisti à intolerância, resisti ao preconceito, resisti ao desamor, resisti à falta de esperança, resisti à depressão, resisti a resistir tantas vezes...

Terminei o ano de 2017 dizendo que, em 2018, queria resistir menos e existir mais. Hoje tenho certeza  de que, para os próximos anos, se eu quiser  existir terei que resistir ainda muito mais.


Ontem fui, hoje sou e sempre serei resistência porque, para mim, viver é  reexistir a cada dia. O que me dá forças para seguir é saber que não estou sozinha,  porque tenho Oxum, Iansã, Yemanjá e Naña  a me guiar, ajudar, fortalecer e guardar.


Ora yê yê ô
Eparrei Oyá
Odoyá
Saluba Nanã



segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Oyá


Eparrei Oyá!

Yansã  é a rainha dos raios, do fogo e da tempestade.  
Ela me inspira a viver  sempre com muita paixão,
Me enchendo de coragem em qualquer situação

Com ela não tenho medo de enfrentar a maldade
Yansã é a rainha do  vento,  do  relâmpago e do trovão
Ela luta  em minha defesa,  forte como um vulcão.

Yansã rege  meu desejo, dá asas a minha vontade
Com ela eu perco a razão, mas ganho a liberdade.

 Eparrei Oyá!


sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Oração à Oxum


Ora Yê Yê O, Mamãe Oxum!

Mamãe Oxum lava de mim todas as mágoas.
Leva as dores e me ensina a perdoar.

Ora Yê Yê O, Mamãe Oxum!

Mamãe Oxum lava minha alma com suas águas
Me ajuda a erguer a cabeça, a me levantar.

Ora Yê Yê O, Mamãe Oxum!

Mamãe Oxum lava de mim toda angustia,
Me ajuda a conviver com a decepção.

Ora Yê Yê O, Mamãe Oxum!

Mamãe Oxum não me deixe desistir de caminhar
Enche de esperança e  paz   meu coração.