segunda-feira, 16 de abril de 2018

Acabou a amizade: e agora?


Já faz algum tempo que tenho me questionado sobre como nós seres humanos reagimos diante de determinadas situações, principalmente, quando o que está em cheque são as nossas emoções e nossos sentimentos. Claro que quando penso em ser humano, tenho como referências as pessoas que me rodeiam e a mim mesma.

Tenho pensado muito em como, por mais experientes que pEnsamos ser, nos sentimos fragilizados, vulneráveis, enfermos até, quando vemos se afastar de nós pessoas que nos são caras, queridas, especiais, importantes.  Como a ausência de algumas pessoas que de repente partem, sem dizer adeus, nos (me) causa uma dor quase insuportável.

Dizem que os verdadeiros amigos não  partem e que mesmo que as circunstâncias os afastem de nós, quando voltamos a vê-los percebemos que a amizade continua a mesma. E acredito nisso, porque tenho amigas com as quais passo meses sem trocar uma palavra, mas que estão sempre nas minhas lembranças e em meu coração e quando nos vemos é sempre um reencontro maravilhoso.

 Mas há pessoas, por quem nutrimos amizade, carinho, admiração, confiança, identificação  que, por um ou vários motivos, escolhem partir definitivamente das nossas vidas,  deixando um vazio enorme, o qual nunca será preenchido por nada nem ninguém. Aprendemos a viver sem essas pessoas, porque não há outro remédio, afinal de contas amizade tem que ser recíproca e devemos ser livres para voarmos para onde quisermos.

 Quando uma pessoa não quer mais ficar, quando nosso abraço já não aquece, quando nossa presença já não importa, quando nossos braços já não acolhem e quando nossa companhia já não agrada, a única coisa que podemos fazer é reconhecer que falhamos. Isso é duro, difícil e doloroso. Reconhecer que falhou, que sua amizade não foi boa, não fez bem, que machucou, que feriu, que magoou, enfim, que você não foi capaz de nutrir, regar, cuidar da flor-amizade, que um dia parecia tão bela, resistente, indestrutível.

Então você tem que reconhecer e se conformar que  essa flor-amizade, de repente ou aos poucos, acabou.  Acabou...  mas acabou para quem? O justo seria que acabasse para ambas, mas não é assim, se o fosse eu não estaria escrevendo este texto com os olhos cheios de lágrimas e o coração apertado de dor...

sábado, 14 de abril de 2018

Amarras


As vezes é preciso soltar - soltar de verdade - as amarras que nos aprisionam, sejam aquelas das quais temos consciência ou aquelas das quais nem temos consciência de que são amarras. Estas são as piores, porque estão disfarçadas em forma de sentimentos bonitos, sem os quais pensamos não  sermos capazes de sobreviver, mas que na verdade só nos fazem mal.   É preciso soltá-las com determinação e, ainda que  as marcas deixadas por elas sangrem  e doam forte, devemos ter paciência e deixarmos que o tempo as cure.  Acredito que a dor das feridas e as eternas cicatrizes não se comparam ao prazer de ser livre.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

O mar


O mar, ah o mar e esse poder de nos fazer sentir que podemos tudo!
Esse vento soprando forte, bagunçando os cabelos, enquanto o seu cheiro único vai invadindo a alma e despertando sensações inexplicáveis.
O mar, ah o mar e esse poder de nos transportar para um outro mundo!
Esse verde, azul, branco, multicolorido que entra pelos olhos e penetra a mente nos fazendo esquecer as cores tristes da injustiça e da maldade.
O mar, ah o mar... não é a toa que seu nome rima com amar...

quinta-feira, 29 de março de 2018

Ela


Ela é poesia em estado bruto, seu olhar de mistério e seu sorriso enigmático são versos esperando para serem lidos.

Ela é melodia pura e as palavras dos seus lábios são músicas que vão se inscrevendo na partitura do meu coração.

Ela é magia e encantamento, lucidez e razão, ternura e emoção. Suas mãos me conduzem à realidade, seu perfume ao desatino.

Ela é um tesouro descoberto, em meio às ruínas de uma vida desolada pela solidão.

sábado, 24 de março de 2018

Dulce


Dulce es tu nombre como dulce es tu boca tatuando mi piel.
Dulce la canción que me cantas al tocarme el alma. 
Dulce es tu nombre como dulce es tu mano acariciando mi pelo.
Dulce la poesia  que escribes en las páginas blancas de mis días.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Dor


Uma dor  imensamente forte e pungente toma conta de mim.
Uma dor extremamente feroz e lancinante que  me embarga a  voz.
Uma dor cortante que dilacera meu coração e me sufoca o peito.
Uma dor que sobe da alma e sai dos olhos num choro incontido.

Hoje morre um pouco a esperança e vence a injustiça, o ódio e a maldade.
Hoje a dor me impede  de ser otimista, de sonhar e de acreditar.
Hoje eu estou triste demais para lutar e resistir.
Hoje eu quero desistir...

quarta-feira, 14 de março de 2018

Dias de chuva e poesia

Nunca pensei que eu fosse gostar de dias chuvosos, mas estou descobrindo que esses são dias perfeitos, para quem ama mergulhar em silêncios, alimentar-se de emoções, inundar-se de paixão e transbordar-se de poesia.  Poesia que emerge da história oculta na troca dos olhares,  dos versos escritos no desenho dos corpos que se aquecem e da melodia rítmica dos corações que se abraçam.




domingo, 11 de março de 2018

Vivências


Sei que nada vai apagar das minhas memórias as marcas que o passado me deixou, mas não preciso viver somente para recordá-las. Permitir-me ter vivências felizes, sejam elas pequenas ou intensas, é uma forma de superar a dor, de vencer o medo, de desafiar os fantasmas e de sentir que, apesar de tudo, eu existo e tenho em minhas mãos  as tintas, com as quais posso encher de cor a minha vida, para isso só preciso viver cada momento como se fosse o último.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Aguas



Aunque yo no sepa nadar,
buceo sin miedo en tus aguas tranquilas.

Porque estoy segura de que si me ahogo,
tu boca me traerá de nuevo a la vida.