terça-feira, 18 de dezembro de 2007

A menina do passado (Érica)

(Niña Triste - Florez, Dorian in http://www.lienzo.com )
Numa noite escura de densas nuvens
Os fantasmas do passado me perseguem
Trazendo-me imagens embaçadas
De uma criança maltratada e mal amada.

Vejo nessas imagens velhas e borradas
Uma menina retraída em seu canto
Em desespero, abandono e desencanto
Desenhando amarelinhas nas calçadas

Sinto em meu corpo adulto a dor dessa criança
Que recebia maltrato em vez de amor
Daquela que a trouxe ao mundo sem esperança
E pra quem ser mãe era só dissabor

Numa noite como essa, escura e vazia
Sou visitada por um ser frágil de alma apagada
Que me faz recordar o que eu sentia
Ao despertar-me e estar sozinha na madrugada

Sentia-me triste e abandonada
Com muito medo e pouco sono
Querendo com carinho ser abraçada
Mas só tendo como amigo o abandono

Peço a essa menina que não me visite
Que me deixe em paz seguir minha vida
Mas com seu olhar, meigo e triste
Ela diz que em minh' alma está escondida

Em certas noites de solidão e gemido
Essa pequena vem me fazer companhia
Lembrando-me que o passado deve ser esquecido
E que o presente deve ser só de alegria

Então me aferro nas coisas boas que existem
Penso nos amigos, na família, nos amores
Abraçando as sensações que em mim fluem
Sinto o perfume das flores, os frutos, os sabores

Então olho pro futuro com esperança
De deixar em algum momento essa criança
Sentindo que minha vida vale a pena
E que esta minha dor é coisa pequena.

http://portugues.iwhc.org/

Com as Mulheres do Mundo—Um Pacto para Erradicar o HIV/AIDS>>A resposta global à pandemia do HIV/AIDS está fracassando. Nos últimos anos foram alcançados importantes progressos para aumentar o acesso ao tratamento de pessoas que vivem com o HIV/AIDS, mas o número de pessoas infectadas continua a aumentar drasticamente.

A não ser que haja um fortalecimento maciço de iniciativas de prevenção, especialmente para mulheres, o número de pessoas infectadas e o número que precisará de tratamento continuarão a aumentar incessantemente. Em preparação para as deliberações-chave sobre a resposta global à pandemia de HIV/AIDS em 2006, a IWHC uniu-se às mulheres e jovens colegas de todo o mundo para fazer as estratégias de prevenção, tratamento e prestação de cuidados funcionarem para as mulheres.
Desenvolveram o Com as Mulheres do Mundo—Um Pacto para Erradicar o HIV/AIDS como ferramenta a ser usada em 2006 e além. Para obter informações mais detalhadas, consultar o site www.withwomenworldwide.org.

Notificação compulsória do caso de violência contra a mulher pelos serviços de saúde

LEI N o 10.778, DE 24 DE NOVEMBRO DE 2003

Estabelece a notificação compulsória, no território nacional, do caso de violência contra a mulher que for atendida em serviços de saúde públicos ou privados.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Constitui objeto de notificação compulsória, em todo o território nacional, a violência contra a mulher atendida em serviços de saúde públicos e privados.

§ 1º Para os efeitos desta Lei, deve-se entender por violência contra a mulher qualquer ação ou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no âmbito público como no privado.

§ 2º Entender-se-á que violência contra a mulher inclui violência física, sexual e psicológica e que:

I tenha ocorrido dentro da família ou unidade doméstica ou em qualquer outra relação interpessoal, em que o agressor conviva ou haja convivido no mesmo domicílio que a mulher e que compreende, entre outros, estupro, violação, maus-tratos e abuso sexual;

II tenha ocorrido na comunidade e seja perpetrada por qualquer pessoa e que compreende, entre outros, violação, abuso sexual, tortura, maus-tratos de pessoas, tráfico de mulheres, prostituição forçada, seqüestro e assédio sexual no lugar de trabalho, bem como em instituições educacionais, estabelecimentos de saúde ou qualquer outro lugar; e

III seja perpetrada ou tolerada pelo Estado ou seus agentes, onde quer que ocorra.§ 3º Para efeito da definição serão observados também as convenções e acordos internacionais assinados pelo Brasil, que disponham sobre prevenção, punição e erradicação da violência contra a mulher.

Art. 2º A autoridade sanitária proporcionará as facilidades ao processo de notificação compulsória, para o fiel cumprimento desta Lei.

Art. 3º A notificação compulsória dos casos de violência de que trata esta Lei tem caráter sigiloso, obrigando nesse sentido as autoridades sanitárias que a tenham recebido.

Parágrafo único. A identificação da vítima de violência referida nesta Lei, fora do âmbito dos serviços de saúde, somente poderá efetivar-se, em caráter excepcional, em caso de risco à comunidade ou à vítima, a juízo da autoridade sanitária e com conhecimento prévio da vítima ou do seu responsável.

Art. 4º As pessoas físicas e as entidades, públicas ou privadas, abrangidas ficam sujeitas às obrigações previstas nesta Lei.

Art. 5º A inobservância das obrigações estabelecidas nesta Lei constitui infração da legislação referente à saúde pública, sem prejuízo das sanções penais cabíveis.Art.

6º Aplica-se, no que couber, à notificação compulsória prevista nesta Lei, o disposto na Lei n o 6.259, de 30 de outubro de 1975.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

CORAÇÕES E ROSAS (NNC)




AS CORES PÁLIDAS DAS RUAS
TRANFORMARAM-SE EM LUZES COLORIDAS
AO TOQUE DE TUAS MÃOS;

AS RUELAS TORNARAM-SE
LOCAIS DE NOSSO IDÍLIO,
ONDE AS HORAS PASSAM
FLUTUANDO SEM ATRITOS.

OS ABRAÇOS E BEIJOS FURTIVOS
AGORA SÃO LAÇOS DEFINITIVOS.

LEMBRASTE-ME DE ENXERGAR AS
ROSAS E A SENTIR O AROMA
DAS VERMELHAS, BRANCAS , ROSAS.

MOSTRASTE-ME AS OUTRAS ,
ROSAS, COMO AQUELA,
DE GUIMARÃES.

AROMAS E CORES QUE PENETRAM
PROFUNDAMENTE MEU SER,
ARRAIGADOS NO AMOR.

ARRAIGADO TÃO FORTEMENTE,
COMO: UM YPÊ ROSA,
COMO UMA ÁRVORE MÁGICA
QUE ACOLHE AVES TRANSEUNTES
NO CÉU DO CERRADO.

CORES , AROMAS, FLORES E ÁRVORES
QUE TRANSFORMAM ESTE OUTONO
EM PRIMAVERA.

E MEU CORAÇÃO ILUMINADO
PELA TUA PRESENÇA,
AFIRMA: QUE DECIDIDAMENTE
TE PERTENCE.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Presencias nocturnas (Érica)




Sin mostrarte estas en lo más recóndito de mis noches
Enmascarada presencia hace Furtivos los momentos que te siento
Cifrado el mensaje a la pasión clandestina que reseca el aliento
Velada tu figura asedian pensamientos llenos de reproches

Sinuoso el camino de mariposas en el íntimo deseo
Temblando el corazón percibiendo lo misterioso acercarse
Hondo el suspiro amor disimulado que quiere ocultarse
Latente el enclaustrado palpitar provocando un secreto aleteo

Lucha sepultada en las oscuras mazmorras del silencio
Ángel que vuela de noche callado sin hacer sombra
FReservado, apartado, lagrimas secas devoción que asombra
Disfrazando cada motivo que al tiempo se torno rancio

Libre, volar expuesto a volver a soñar sin arrinconarse
Sin hurtar un espacio, reír sin negar la identidad
Ver tu luz cada noche al correr la cortina de la intimidad
Ángel anclado y en mi inconciencia en un abrazo manifestarse

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Fantasias (Érica)

Matisse - Bonheur de vivre

Beijos com sabor de paixão
Olhares cheios de luxúria
Carícias plenas de tesão
Bocas se devorando com fúria

Tua língua despertando meu desejo
Meu suor misturando ao teu cabelo
Tuas mãos arrancando-me gemidos
Aflorando os desejos retraídos

Sinto-te sobre mim cavalgando
Ao ritmo frenético da emoção
Contemplo tua respiração ofegante
Sentindo palpitante teu coração

Nossas carnes trémulas e ferventes
Domadas pelos sonhos insconscientes
Entregando-nos ao poder da fantasia
Vamos disfrutando-nos dia a dia.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

ECUACIÓN (NNC)



ECUÁNIME REPARTICIÓN
DE INTERROGACIÓN.

LA DISTANCIA, MULTIPLICA MI AÑORANZA.
TU AUSENCIA, DIVIDE MI ESPERANZA.
TU RECUERDO ÉS : UNA CONSTANTE;
ELIMINANDO EL PARENTESIS
PERMANECES EN LA LLAVE DE MI NOSTALGIA.
LA RAIZ DE MIS PROBLEMAS, ES INVERSAMENTE
PROPORCIONAL A LA LUZ DE TU PRESENCIA.
CUANDO DESPEJO MI INCÓGNITA,
EL INEQUÍVOCO RESULTADO :
ERES TÚ!.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Trecho do Manifesto de fundação do Centro Popular da Mulher de Goiás - Março de 1985


"Nossas bandeiras de luta manter-se-ão se continuarmos demonstrando que somos capazes e imprescindíveis para a construção de uma sociedade onde homens e mulheres possam usufruir do progresso, da ciência e da liberdade"

CPM - Av. Goiás, 759, salas 403 e 404 Ed. Flávia, Centro - Goiânia - GO.
Email: cpmubm@yahoo.com.br
Fone: 3224 8828

Ser mulher (Gilka Machado)



Ser mulher, vir à luz trazendo a alma talhadapara os gozos da vida, a liberdade e o amor, tentar da glória a etérea e altívola escalada, na eterna aspiração de um sonho superior...


Ser mulher, desejar outra alma pura e alada para poder, com ela, o infinito transpor, sentir a vida triste, insípida, isolada,buscar um companheiro e encontrar um Senhor...


Ser mulher, calcular todo o infinito curto para a larga expansão do desejado surto, no ascenso espiritual aos perfeitos ideais...


Ser mulher, e oh! atroz, tantálica tristeza! ficar na vida qual uma águia inerte, presa nos pesados grilhões dos preceitos sociais!

Diga NÃO à Violência contra as mulheres.


Devemos denunciar a violência e exigir do Estado a ampliação dos serviços de atendimento às vítimas e ações para evitá-la, educando a sociedade com novos valores.


É urgente que a sociedade brasileira tome consciência e assuma a responsabilidade de mostrar e combater a violência em suas diferentes formas. Esta é uma causa justa, humanitária e garantida pela Legislação Brasileira:• A Constituição Brasileira de 1988 obriga o Estado a tomar todas as medidas necessárias para prevenir e punir a violência ocorrida no âmbito da família.


• Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher , “CEDAW (ONU,1979)” foi ratificada pelo governo brasileiro, com reservas em 1984. As reservas foram retiradas em 1994.


• Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher , “Convenção de Belém do Pará”, foi assinada pelo Brasil em 9 de junho de 1994 e ratificada em 27 de novembro de 1995.


• Lei 10.224/2001 criou o crime de assédio sexual que ocorre quando o assediador constrange a outra pessoa com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual utilizando da posição de superior hierárquico.


• Lei 10.886/2004 alterou o Código Penal para configurar a violência doméstica como crime.
A União Brasileira de Mulheres conclama:Denuncie a violência nas Delegacias Especiais de Polícia, Conselhos e Coordenadorias que tratam dos direitos das mulheres! Procure os Órgãos de saúde. O silêncio gera impunidade!Onde você estiver, entre na onda de luta contra toda opressão, pela paz e por uma sociedade justa e fraterna.


Combata as desigualdades e a discriminação de classe, de gênero, de raça e etnia. Diga NÃO à Violência contra as mulheres.

Viver Sem Violência é um Direito


25 de novembro: Dia Internacional de não-violência contra as mulheres!



A violência contra as mulheres não tem cor, classe social nem raça: É maléfica, absurda e injustificável!A violência contra as mulheres está estampada nos jornais - é uma questão social e de saúde pública, e uma das formas mais perversas de discriminação contra as mulheres.


Fere os direitos humanos, destrói sonhos e afeta a dignidade. É a expressão mais clara da desigualdade social, racial e de poder entre homens e mulheres deixando visível a opressão social e as marcas físicas e psicológicas naquelas que representam a metade da população brasileira.

A violência não é só agressão física...ocorre nos espaços públicos e privados...é também psicológica e moral: agressões verbais reduzem a auto-estima e fazem as mulheres se sentirem desprezíveis. É também uma questão de saúde: causa estresse e enfermidades crônicas. Quem vive uma situação de violência não tem margem de negociação e está mais susceptível de contrair o vírus HIV.


A violência interfere na qualidade de vida, no exercício da cidadania das mulheres e no desenvolvimento da sociedade em sua diversidade.As faces da violência: denuncie!
A violência ocorre, principalmente, na própria casa: lugar de afeto. A violência doméstica é a campeã entre todas e expressa a desigualdade de poder nas relações afetivas e sociais entre homens e mulheres.

No espaço do trabalho, ocorrem o assédio e a violência sexual seguidos pelo assédio moral que desqualifica o trabalho e desmoraliza a trabalhadora.

A violência Institucional faz parte das estatísticas. É praticada pelos funcionários que prestam serviços públicos quando são omissos e perpetuam a discriminação e a violência ao invés de proteger as mulheres vitimadas com atenção humanizada.

A violência patrimonial quando ocorre, dificulta a sobrevivência, o acesso da mulher ao trabalho, a documentos, a bens, a recursos econômicos ou direitos, ferindo sua autonomia.
Em todos estes casos a condição do “ser mulher” se soma à violência racial/étnica pois as mulheres negras são mais vítimas de homicídios, discriminação no trabalho, violência sexual, turismo sexual e tráfico de mulheres.
Os números da violência

• No mundo, 5 dias de falta ao trabalho é decorrente da violência sofrida pelas mulheres em suas casas resultando, a cada 5 anos na perda de 1 ano de vida saudável; no Brasil esta forma de violência compromete 10,5% do Produto Interno Bruto!


• Dos 70% dos casos de violência contra a mulher, 40% são com lesões graves e os agressores são os maridos, ex-maridos, ex-companheiros (Banco Mundial).


• A incidência de AIDS aumentou entre as mulheres no Brasil. No inicio dos anos 80 a relação era de 25 homens para uma mulher infectada e hoje é de 1 mulher para cada 2 homens. Entre as mulheres, 55% tem entre 20 a 29 anos, predominando as afrodescendentes e as de camadas mais pobres.


• No Brasil, são registrados 15.000 estupros por ano que podem ocasionar gravidez indesejada e DST/AIDS.


quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Aviso da lua que menstrua (Elisa Lucinda)


Moço, cuidado com ela! Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...

Imagine uma cachoeira às avessas: cada ato que faz, o corpo confessa.

Cuidado, moço às vezes parece erva, parece hera cuidado com essa gente que gera

essa gente que se metamorfoseia metade legível, metade sereia.

Barriga cresce, explode humanidades e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar mas é outro lugar, aí é que está: cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita..

Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente que vai cair no mesmo planeta panela. Cuidado com cada letra que manda pra ela!

Tá acostumada a viver por dentro, transforma fato em elemento a tudo refoga, ferve, frita ainda sangra tudo no próximo mês.

Cuidado moço, quando cê pensa que escapou é que chegou a sua vez!

Porque sou muito sua amiga é que tô falando na "vera" conheço cada uma, além de ser uma delas.

Você que saiu da fresta dela delicada força quando voltar a ela.

Não vá sem ser convidado ou sem os devidos cortejos..

Às vezes pela ponte de um beijo já se alcança a "cidade secreta" a Atlântida perdida.

Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.

Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas cai na condição de ser displicente diante da própria serpente

Ela é uma cobra de avental Não despreze a meditação doméstica

É da poeira do cotidiano que a mulher extrai filosofando cozinhando, costurando e você chega com a mão no bolso julgando a arte do almoço: Eca!... Você que não sabe onde está sua cueca? Ah, meu cão desejado tão preocupado em rosnar, ladrar e latir então esquece de morder devagar esquece de saber curtir, dividir.

E aí quando quer agredir chama de vaca e galinha.

São duas dignas vizinhas do mundo daqui!

O que você tem pra falar de vaca? O que você tem eu vou dizer e não se queixe: VACA é sua mãe. De leite. Vaca e galinha... ora, não ofende.

Enaltece, elogia: comparando rainha com rainha óvulo, ovo e leite pensando que está agredindo que tá falando palavrão imundo.

Tá, não, homem.

Tá citando o princípio do mundo!

O que é a UBM - União Brasileira de Mulheres?



A UBM nasce em 1988 em um Congresso, convocado pela Revista Presença da Mulher, com mais de mil mulheres, tendo como orientação teórica as reflexões e a elaboração da Corrente Emancipacionista que foi sendo formulada no contexto de lutas pela democratização no Brasil. A semente para as reflexões estava na situação histórica das relações de exploração do trabalho e no reconhecimento da situação de opressão das mulheres, entendendo o trabalho como fundamental para garantir a autonomia e emancipação social. Na época, respaldadas pela realidade da situação enfrentada pelas mulheres no mercado de trabalho e sua presença na resistência à ditadura militar, reforçou a compreensão da necessidade de estarmos organizadas em uma entidade ampla de mulheres com uma plataforma de questões específicas sobre a vida e situação das mulheres - pois elas são exploradas e oprimidas – relações imbricadas de classe e de gênero, daí a nossa chamada: Por um mundo de igualdade contra toda opressão.Hoje, além de direitos legais, conquistamos políticas públicas, como resposta do Estado brasileiro às reivindicações das mulheres e o desafio está em garantir a implementação e efetivar estas políticas como políticas de Estado. É dever cotidiano estarmos nos espaços de controle social, vigilantes, frente ao não cumprimento de boa parte dos direitos legais das mulheres na vida, - daí nossa luta por Igualdade na lei e na vida.


Se por um lado, garantimos conquistas, por outro, a reação do poder nos coloca em constante vigilância, enfrentando a negação de nossos direitos que se manifesta quando as reformas neoliberais ameaçam os nossos direitos conquistados numa realidade em que é flagrante a feminização da pobreza, a situação de precarização e a discriminação enfrentada pelas mulheres no trabalho, por isso, nossas bandeiras: Nenhum direito a menos, alguns direitos a mais e, pela Valorização do trabalho da mulher.

Guetos, Corpos e Essência (Norma Esther Negrete Calpiñeiro)




Cansa-me o fato de bordejar em mares bravios
E cais vazios.

Desanima-me escalar morros violentos
E muros cinzentos.

Entristece-me a solidão das calçadas
E o pão ganho aviltado.

Permaneço encarcerada em guetos invisíveis
Onde prossigo sem atingir meu destino.

Tenho lucidez, porém traçaram-me um viés.
Sou sagaz, com cor definida, porém tornam-me transparente.

Para não ser intransigente.
Pertenço a uma etnia conhecida, porém me rotulam.

Para sentir-me exoticamente excluída
Querem além de meu corpo, minha alma.

No entanto prossigo para alcançar meu destino.
Tenho voz e quero ser ouvida,
Anseio enxergar a continuidade do caminho.

Pretendo que a luta secular não impeça,
A liberação da minha natureza.

E que a projeção de minha essência produza transformações
Aniquilando elos, muralhas, abismos e preconceitos.

Congresso da UBM




Aconteceu em Luziânia - GO o 7° Congresso Nacional da União Brasileira de Mulheres - POR UM MUNDO DE IGUALDADES. O congresso que contou com a participação de mulheres representantes de 22 Estados brasileiros, foi um marco na luta pela igualdade de gênero.