segunda-feira, 9 de novembro de 2009

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Camisinha feminina com farpas é arma contra o abuso sexual

Altos índices de violência sexual da África do Sul levaram à criação da Rape-aXe, camisinha feminina com farpas que inibe a ação de estupradores. Com a Copa do Mundo de 2010, invenção volta a ficar em evidência

O número de estupros na África do Sul é tão alto que a sul-africana Sonette Ehlers desenvolveu um mecanismo de defesa para inibir a ação dos agressores: uma camisinha feminina especial chamada Rape-aXe.

Ehlers trabalha há anos com vítimas de abuso sexual. Certo dia, ouviu de uma dessas mulheres uma frase que não lhe saiu mais da cabeça: "Eu queria ter dentes lá embaixo".

Uma vagina que morde é uma ideia que sempre aterrorizou os homens. Bastou uma apresentação pública da invenção para reduzir a zero o número de estupros numa cidade.

"O diretor de polícia me disse: 'Sonette, depois da sua apresentação, passamos três meses sem registrar um estupro sequer. Os homens ficaram com medo de que você tivesse deixado algumas dessas camisinhas por aqui'", conta ela.

O medo dos homens tem fundamento. A possibilidade de cometer o estupro ainda existe, mas as consequências para o agressor são devastadoras. Na hora em que ele tentar tirar o pênis de dentro da vagina, centenas de farpas perfuram a pele.

Camisinha só pode ser retirada em cirurgia

"Rape-aXe é uma camisinha para mulheres que, depois de um estupro, se transforma numa camisinha para o homem. A camisinha é feita de látex e plástico, e as farpas são colocadas na parte interna de forma que o homem não consiga retirá-la sozinho", explica Ehlers.

"O homem deve procurar um hospital o mais rápido possível e retirá-la com um procedimento cirúrgico. A camisinha fica presa ao pênis, é tudo muito doloroso e ele não pode sequer urinar. Na clínica, o procedimento só pode ser realizado com anestesia local."

Isso não poderia ser considerado agressão física? – é a pergunta que as funcionárias da Terre des Femmes mais ouvem do público nas discussões promovidas na Alemanha.

A resposta da organização de defesa dos direitos da mulher é clara: é o homem quem agride a mulher, e a camisinha com farpas oferece proteção contra essa violência.
A Terre des Femmes apoia o Projeto Rape-aXe por entender que assim as mulheres podem se proteger e, principalmente, porque elas é que decidem quando usar a camisinha, diz Serap Altinisik, que também faz parte da organização.

"Consideramos muito importante que isso seja uma decisão própria. Simplesmente porque, do contrário, dirão: 'As mulheres já podem se proteger e não precisamos mais promover trabalhos de prevenção e esclarecimento'. E uma situação assim não é sustentável", comenta Altinisik.

"A camisinha é quase como uma ferramenta de autodefesa, como spray de pimenta, que se pode carregar consigo. Por isso achamos que ela pode ser usada por mulheres de todos os lugares", diz.

Preocupação com a Copa

A ideia é que a camisinha seja oferecida no mundo todo. O preservativo já está sendo produzido na Malásia. A distribuição será coordenada a partir da Alemanha. A meta é distribuir a Rape-aXe gratuitamente para mulheres em situação social vulnerável.
A administradora de empresas Tatiana Weintraub, da Terres des Femmes, está organizando os canais de distribuição e negocia subvenções com os governos de alguns países.

A demanda é enorme, diz ela. No caso da África do Sul, principalmente em função da Copa do Mundo.

"Nós recebemos diariamente cerca de cem e-mails de maridos e esposas que têm medo de viajarem para esse país por terem ouvido a respeito dos altos índices de estupro. Eles perguntam: 'Essa nova camisinha já está à venda? Podemos nos proteger?' Então é prioridade absoluta que, até a Copa, a camisinha já esteja no mercado na África do Sul".

Autora: Henriette Wrege (ff)
Revisão: Alexandre Schosslerevidência.

Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4771122,00.html

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Dia de Sair do Armário


Todo dia é dia se se viver como somos, mas 11 de outubro no Brasil passará a ser um dia especial quando o assunto for viver longe da mentira e da omissão no que diz respeito à homossexualidade, à bissexualidade e à identidade de gênero. O Estruturação - Grupo LGBT de Brasília, a partir deste ano, passará a comemorar o 11 de outubro, Dia de Sair do Armário.

O objetivo é envolver lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros e heterossexuais na construção de uma realidade em que a diversidade de orientação sexual e a identidade de gênero possam ser vividas de forma livre e respeitosa. Algo que passa, necessariamente, pelo bem-estar individual de se colocar na sociedade como LGBT sendo-se
verdadeiramente quem se é. Não acreditamos em um conceito de integridade psicológica, base para uma vida plena como cidadão/ã e ser humano, no qual uma pessoa precise mentir, omitir ou dissimular sua orientação sexual e sua identidade de gênero para poder estar em sociedade.

A iniciativa é feita para trazer ao Brasil o movimento sobre o tema que é feito desde 1988, quando, nos EUA, começou-se a celebrar o National Coming Out Day, em 11 de outubro. A proposta não é determinar um dia para se sair do armário, mas sim levantar o debate sobre a importância de se assumir e se ser publicamente quem se é internamente.

A campanha, inédita no Brasil, tem várias ações:
- Concurso nacional de fotografias relativas ao tema sair do armário com distribuição de prêmios;
- Orientações sobre como sair do armário, enfim, assumir-se como LGBT
;
- Explicação sobre o termo a origem do termo sair do armário;
- Divulgação de como pessoas LGBT influentes e conhecidas enfrentaram o desafio de não mentir ou omitir a própria orientação sexual e/ou identidade de gênero.

Saiamos, quebremos, destruamos todos os tipos de armários contra nossa liberdade. Venham para aqui fora, onde podemos ter a felicidade não do vizinho, da mãe, do pai, do colega, das outras pessoas, mas sim a nossa própria felicidade. Até porque quem nos ama verdadeiramente também se alegra quando ficamos felizes. E é isso o que conta na vida!

domingo, 4 de outubro de 2009

HOMENAGEM A MERCEDES SOSA

La muerte de "La Negra": MINHA ALMA CHORA POR ESSA PERDA IRREPARÁVEL

La popular cantante argentina Mercedes Sosa, que con su voz luchó contra dictadores sudamericanos y se convirtió en un símbolo de la música contemporánea latinoamericana, murió el domingo en Buenos Aires a los 74 años.

La muerte de "La Negra", como se la conocía cariñosamente por su cabello y piel oscuros, ocurrió tras varios días de internación debido a severos problemas renales y llenó de tristeza a miles de admiradores que la vieron en escenarios de todo el mundo.
Sosa fue apodada "la voz de la mayoría silenciosa" por su defensa de los pobres y su lucha por la libertad, y fue también una artista reconocida por músicos de todas las generaciones y estilos con los que compartió palcos y grabaciones, mostrando apertura y generosidad artística.
Su versión del tema "Gracias a la Vida" de Violeta Parra se convirtió en un himno para los izquierdistas de todo el mundo en las décadas de 1970 y 1980, cuando se vio obligada a exiliarse y sus discos fueron prohibidos.
Su poderosa voz ganó aplausos en el exterior y popularidad en el país, al igual que su estilo con el cabello largo y ponchos tradicionales.
En las turbulentas décadas de 1960 y 1970, Sosa fue un exponente clave del Nuevo Cancionero, un movimiento altamente politizado que trató de llevar la música popular de vuelta a sus raíces.
También fue miembro del Partido Comunista y sus simpatías políticas le ocasionaron problemas durante la sangrienta dictadura militar argentina (1976-1983), en la que miles de personas murieron en la represión a disidentes de izquierdas.
Los censores de Estado prohibieron sus canciones y Sosa huyó a Europa en 1979 después de ser detenida en mitad de un concierto junto al público en la ciudad universitaria de La Plata.
Sosa se definía con frecuencia como una mujer de izquierdas, aunque aseguraba que su verdadera vocación era el canto.
"En realidad, yo nací para cantar. Mi vida está dedicada a cantar, a buscar canciones y a cantarlas", dijo en una entrevista en 2005. "Si me metiera en política tendría que descuidar lo más importante para mí, que es el folclore", agregó.

RAICES
Sosa nació en una familia de clase obrera en la pobre provincia azucarera de Tucumán, en el noroeste argentino, y se enfrentó por primera vez a la fama cuando ganó un concurso de talentos en una radio local a los 15 años.
Experta en interpretar canciones de otros autores, Sosa se abrazó a la poesía argentina y latinoamericana. Aunque hizo su incursión en el rock y el tango en los últimos años, sus raíces estuvieron siempre en la música de "tierra adentro".
Algunos meses antes de que el gobierno militar invadiera las Islas Malvinas en 1982, Sosa volvió a su tierra natal para encontrarse con sus canciones y con una nueva generación de jóvenes aficionados.
En una serie de conciertos a su regreso cantó con reconocidas figuras de la música popular argentina como León Gieco y Charly García y salió de gira por Europa, Brasil y Estados Unidos, donde recibió una ovación de pie de 10 minutos en el Carnegie Hall de Nueva York.
A lo largo de su carrera, Sosa recibió una serie de galardones internacionales por la defensa de los derechos de la mujer, entre ellos varios premios Grammy Latinos y el premio CIM-UNESCO por sus "valores éticos y morales" y "su constante defensa de los derechos humanos".

Sosa tuvo complicaciones de salud durante varios años, pero volvió con un nuevo álbum en 2005. Este año, la intérprete lanzó un disco de dos volúmenes denominado Cantora, a dúo con renombradas figuras latinoamericanas como Joan Manuel Serrat, Caetano Veloso y Shakira.

"No soy joven ni hermosa, pero tengo mi voz y el alma que sale en mi voz", dijo en una entrevista en 2001.

domingo, 20 de setembro de 2009

Entre o que fomos e o tempo (Érica)

Reclining Nude, Zinaida Serebriakova

Tanto tempo faz,
tanto, tanto
que nem me lembro mais
Se era dia ou noite,
na verdade tanto faz


O tempo que passou e
o que o tempo levou
não se recupera mais


Mesmo depois de tanto tempo
Ainda me queimo em desejos
ao pensar no meu corpo
recoberto com teu beijos


Sinto minha carne arder
ao lembrar do teu calor
dos momentos de prazer
e das noites de amor

Tanto tempo faz
tanto já que me deixaste

E eu ainda a perguntar:
Onde estás rara flor,
Quem estás a abraçar,
Quem terá o teu amor?

Na verdade tanto faz
Com quem estás ou com quem vais
Se o pensamento a mim te traz
É porque o vento desse tempo
me leva sempre ao mesmo cais
Eu insisto com o tempo
que ele venha arrancar
teu cheiro do meu corpo
teu gosto do meu paladar.
Mas não adianta lutar
contra o tempo que se foi
contra o que está e o que virá

Porque entre o que fomos
e o tempo

Resta o que sou
e o sofrimento.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

XIII PARADA ORGULHO GLBTT TERÁ ATIVIDADES DE PREVENÇÃO A DST

Dezesseis unidades da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) estarão com programação especial durante Semana da Saúde, de 1º a 4 de setembro. Durante esse período, os profissionais serão sensibilizados para atendimento a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTT).

Mobilização nas unidades de saúde está também direcionada às pessoas que vão participar da XIII Parada Orgulho GLBTT/2009 de Goiânia, que será realizada no dia 6 de setembro, a partir das 12 horas, com concentração na Praça do Botafogo. No dia da manifestação, a SMS estará presente distribuindo material educativo e preservativos. Ação é realizada em parceria com Secretaria de Estado da Saúde, com apoio de ONG que atuam na prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DST) e Ministério da Saúde.

Profissionais da SMS, por meio da Coordenação DST/Aids, aproveitarão a movimentação da Parada Orgulho GLBTT para divulgar a testagem gratuita HIV/Aids. O exame é realizado no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), localizado no Centro de Referência em Diagnóstico e Terapêutica, na Avenida Contorno, nº 2.151, Ala Norte – Setor Norte Ferroviário. Adesão ao teste fará parte de dados estatísticos do município, estado e do país, explica a coordenadora Rosilene Lara dos Santos.


XIII PARADA GAY DE GOIÂNIA


domingo, 2 de agosto de 2009

Colores (Érica)


Dicen por ahi que la vida es del color que uno quiere verla...

De qué color la ves tú?

Ultimamente la he visto Rosa, con el candor y la dulzura que veo en tus ojos...

También se pinta de Azul, cuando la ilusión contenida

surge de repente invadiendo de mariposas mi corazón....

Sabes? Y de pronto, se colorea de blanco, cuando veo ese amor tan grande que tienes

y subo hasta la cumbre para abrazar a ese corazón que,

de pronto, olvida que si está ahi no es para que le de frio,

sino para estar eternamente bajo el sol...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Vengo (Érica)

Mulher das Transformações - Sueli Gallaci

Vengo a ofrecerte mi corazón...
tómalo y estréchalo contra el tuyo.

Vengo con el alma abierta...
leela y conozca mi interior.

Vengo con la mirada como el agua del río...
sientela y te acariciará siempre.

Vengo desnuda, sin prejuicios...
atrévete y cubrame con tu ternura.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Sombras (Érica)

Nu impressionista de Sueli Gallacci - http://sueligallacci.blogspot.com/

Sombras da noite que me atormentam a alma
Pensamentos perturbados corroendo a mente
Gritos incessantes que me roubam a calma
Desejos incontroláveis que o meu corpo sente

Atormentada por fantasmas que me querem destruir
Invadida por sentimentos que não posso controlar
Desesperada, busco uma maneira de fugir
Esconder recordações impossíveis de apagar

Desde o belo dia que amei você
Minha pele por seu cheiro está marcada
Desde o fatal momento que perdi você
Minha triste alma vaga atormentada

Não sei mais o que fazer com tanto amor
Que seu olhar em meu ser despertou
Não consigo disfarçar tamanha dor
Que sua ausência no meu peito cravou

Busco a cada amanhecer reencontrar
O sentido de viver e prosseguir
Mas não consigo sozinha encontrar
Um novo motivo pra existir.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

ABUSO SEXUAL INFANTIL: AJUDE A COMBATÊ-LO!

video

CAMPANHA DE COMBATE AO ABUSO SEXUAL INFANTIL





* Os pedófilos aliciam adultos para ter acesso a crianças

* Cerca de 87% de abusos sexuais em crianças ocorrem dentro da família, ou envolvem pessoas conhecidas da família e da criança, tais como pai, vizinho, amigo, médico, professor.

* Somente 1 em cada 10 casos de abuso sexual é relatado

* Somente 10% dos casos de abuso sexual infantil vão para o tribunal

* Uma em seis crianças é abusada

* O abuso sexual em crianças ocorre em todos os grupos de idade, de bebês a adolescentes

sábado, 28 de março de 2009

Sexualidade: Qual o papel da escola? (Érica)


A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza a sexualidade como um aspecto do ser humano que não se pode separar dos outros aspectos da vida. Ela influencia nossos pensamentos,
sentimentos e ações, bem como a saúde física e mental e, portanto, deve ser considerada um direito básico do ser humano. Sendo assim, a sexualidade é indissociável da educação, da saúde e da cidadania. A escola tem como responsabilidade prezar pela saúde de seus alunos e, sobretudo, formar cidadãos conscientes, críticos e responsáveis, tanto em uma dimensão individual quanto social. A educação sexual, no meio escolar, é um componente primordial para a construção desse cidadão, bem como na prevenção de agravos à saúde e à integridade física e mental dos estudantes, desconstruindo mitos, tabus e preconceitos.
(...)
A sexualidade, como um aspecto inerente ao ser humano, acompanha o indivíduo em cada fase da vida e se manifesta sob formas multifacetadas, portanto não é possível ignorar as diversas maneiras de expressá-la por parte de crianças e adolescentes no âmbito escolar. É através comportamentos, que muitas vezes ignoramos, reprovamos, criticamos ou repreendemos, que o estudante expressa seus anseios, suas angústias, seus medos, suas necessidades e suas dúvidas sobre a sexualidade.

Por uma educação libertadora
O educador, atento às manifestações anteriormente citadas, pode, ainda, ajudar a criança e o adolescente a se prevenirem ou se libertarem de uma situação de violência ou de abuso sexual. Pois certas atitudes do estudante são como um grito de socorro, que grande parte dos educadores não consegue ouvir, devido aos preconceitos e à ignorância diante de determinados comportamentos relacionados à sexualidade.
(...)
A escola deve estar preparada para apreender e compreender todas as manifestações do educando, a fim de orientá-lo em suas buscas, ajudá-lo a sanar dúvidas e superar medos, incitá-lo a refletir, questionar e descobrir o melhor caminho a ser trilhado. Pois a sexualidade na escola visa principalmente levar aos alunos, a partir dos seus conceitos e vivências, as informações e conhecimentos que permitirão compreender as diferentes dimensões da sexualidade, suscitando a reflexão e o desenvolvimento de atitudes de responsabilidade individual, familiar e social.
(...)
A parceria com a sociedade civil é outro caminho possível para concretizar a proposta de abordar
a sexualidade no âmbito escolar. Diante da dificuldade da maioria dos educadores em lidar com o tema e de desenvolver projetos relacionados à educação sexual, buscar as ONGs para promover a capacitação de professores ou atividades periódicas com os alunos e a comunidade é uma alternativa que a escola não deve negligenciar. Nesse aspecto, o Centro Popular da Mulher de Goiás e a União Brasileira de Mulheres são instituições que têm se mostrado disponíveis e atentas às demandas da escola, no que diz respeito aos projetos, atividades e capacitação relacionados a gênero, sexualidade, saúde, cidadania e Direitos Humanos.


Parte de um artigo meu, publicado na Revista Mátria/2009. Se você tem o interesse de ler o artigo completo está disponível no site da CNTE. Link abaixo.

http://www.cnte.org.br/images/pdf/revista_matria_2009.pdf

terça-feira, 24 de março de 2009

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Assim sou eu (Érica)

Frida Kahlo - A coluna partida - 1943

Quero ser livre e livremente viver
Quê me importa o que os outros vão dizer?

Se eu tenho a certeza do que faço
Por quê sofrer dos outros o descaso?

Todo mundo fala pelos cotovelos
Sem se preocupar com desvelos

Se eu der ouvido ao que de mim comentam
Termino por acreditar no que inventam

Por isso vivo como quero, falo o que penso e faço o que sinto
Se não gosto de você, digo na cara, não finjo, não minto

Se por alguém tenho amor, admiração, afeto ou simpatia
Dedico-lhe minha alma, meu carinho, meu tempo e cortesia

Mas se ao contrario, sua presença me entedia
Não lhe dedico nem um instante de meu dia

Dizem que sou grossa e insensível
Que alguns para mim são invisíveis

Não digo que lhes faltem a razão
Mas a quem quero cuido com paixão

Amo aos pobres que não conheço
E a esses sempre ajudo com apreço

Divido meu pão com o mendigo
Defendo os mais fracos com afinco

Mas olho com desprezo os que se acham
Os que têm duas medidas e dois pesos

Que são injustos, arrogantes ou maltratam
As mulheres, as crianças e os indefesos

Não calo minha boca ante a injustiça
Não tolero o preconceito e os maus tratos


Por isso me apontam, me perseguem e me criticam
Pensando que dessa forma me atingem

Mas eu digo bem alto, para quem quiser ouvir
Que não deixo de ser assim enquanto eu existir.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Distância (Érica)

Nu reclinado1917
Modigliani

A distância cortando a alma se ri imóvel
Enquanto o tempo passa sem querer ser visto
Irremediavelmente ecoando as lembranças.

Respirar a pele, soborear a paixão, vontade do coração
Com os olhos fechados beber na fonte do desejo
Sugar com os lábios a essência e origem da vida.

Mãos estendidas, buscando desesperadamente
Vazio que se sente ao frio dos dedos
Pensamentos perturbados pela ansiedade.

Solidão, manto envolvente do corpo
Rasgado uma vez mais pelo desejo
Saciado à distancia pelo ouvido.

Espírito fortalecido pelo sentimento
Amor que voa incansável em um abraço
Loucura apaziguada com um beijo.

Descobrir a esperança num sorriso
Calor da ternura no olhar
Paz ao escutar a voz que beija a alma.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Prazer (Érica)

Gustave Courbet, "Baigneuses"
("Deux femmes nues"),
huile sur toile, 1,15 x 1,55 m, 1858, musée d'Orsay

Quero comer-te com meus beijos
Almejo devorar-te por completo
Quero sedenta beber da tua água
Minha língua navegando entre tuas pernas


No roçar ofegante de nossos corpos
Sinto o calor exalando de nossos poros
No ardor exaltado da paixão
Sinto tremer de desejo nossas mãos


Explorando tuas montanhas com meus dedos
Vou sentido sobre meu corpo o teu peso
Apertando-te contra meu peito
no teu alento quente me deleito


Fomos feitas de amor e para amar
Somos ninfas de um mundo de paixão
Onde é proibido viver sem fazer
Outro corpo vibrar de prazer

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Viver




Já senti amor e sofri
Já senti paixão e curti
Já senti desejo e vivi
Já senti saudade e fugi


Já fui derrubada e me levantei
Já fui amada e ignorei
Já me entreguei e arrependi
Já tive você e perdi