sábado, 24 de janeiro de 2009

Distância (Érica)

Nu reclinado1917
Modigliani

A distância cortando a alma se ri imóvel
Enquanto o tempo passa sem querer ser visto
Irremediavelmente ecoando as lembranças.

Respirar a pele, soborear a paixão, vontade do coração
Com os olhos fechados beber na fonte do desejo
Sugar com os lábios a essência e origem da vida.

Mãos estendidas, buscando desesperadamente
Vazio que se sente ao frio dos dedos
Pensamentos perturbados pela ansiedade.

Solidão, manto envolvente do corpo
Rasgado uma vez mais pelo desejo
Saciado à distancia pelo ouvido.

Espírito fortalecido pelo sentimento
Amor que voa incansável em um abraço
Loucura apaziguada com um beijo.

Descobrir a esperança num sorriso
Calor da ternura no olhar
Paz ao escutar a voz que beija a alma.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Prazer (Érica)

Gustave Courbet, "Baigneuses"
("Deux femmes nues"),
huile sur toile, 1,15 x 1,55 m, 1858, musée d'Orsay

Quero comer-te com meus beijos
Almejo devorar-te por completo
Quero sedenta beber da tua água
Minha língua navegando entre tuas pernas


No roçar ofegante de nossos corpos
Sinto o calor exalando de nossos poros
No ardor exaltado da paixão
Sinto tremer de desejo nossas mãos


Explorando tuas montanhas com meus dedos
Vou sentido sobre meu corpo o teu peso
Apertando-te contra meu peito
no teu alento quente me deleito


Fomos feitas de amor e para amar
Somos ninfas de um mundo de paixão
Onde é proibido viver sem fazer
Outro corpo vibrar de prazer

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Viver




Já senti amor e sofri
Já senti paixão e curti
Já senti desejo e vivi
Já senti saudade e fugi


Já fui derrubada e me levantei
Já fui amada e ignorei
Já me entreguei e arrependi
Já tive você e perdi