sábado, 24 de janeiro de 2009

Distância (Érica)

Nu reclinado1917
Modigliani

A distância cortando a alma se ri imóvel
Enquanto o tempo passa sem querer ser visto
Irremediavelmente ecoando as lembranças.

Respirar a pele, soborear a paixão, vontade do coração
Com os olhos fechados beber na fonte do desejo
Sugar com os lábios a essência e origem da vida.

Mãos estendidas, buscando desesperadamente
Vazio que se sente ao frio dos dedos
Pensamentos perturbados pela ansiedade.

Solidão, manto envolvente do corpo
Rasgado uma vez mais pelo desejo
Saciado à distancia pelo ouvido.

Espírito fortalecido pelo sentimento
Amor que voa incansável em um abraço
Loucura apaziguada com um beijo.

Descobrir a esperança num sorriso
Calor da ternura no olhar
Paz ao escutar a voz que beija a alma.

9 comentários:

DE-PROPOSITO disse...

Descobrir a esperança num sorriso
---------------
Mas que não seja um sorriso 'amarelo'.
Fica bem.
Felicidades.

sergio astorga disse...

Érica, por estavez la distancia noes obstáculo para visitarte.
Un abrazo más al norte del continente.
Muito obrigado.
Sergio Astorga

Pedro disse...

Me encantan los versos en tu lengua, suenan tan bien...

Gracias por tu visita, aquí serás siempre bienvenida.

Un abrazo.

Sàlvia disse...

Hola Erika, gracias al comentario que dejaste en el blog he podido descubrir este blog. Un gozo para los sentidos. Gracias por tus amables palabras.

Besitos (Besadetes, en catalán)

Élio - Filomena disse...

Muito bom!

Beijos..

Quase freira, nunca santa... disse...

"A distância cortando a alma se ri imóvel"

Sabia que iria chorar já do início.
Lindo demais.

ANA DINIZ disse...

Vc não deve se lembrar de mim. Comentamo-nos há alguns meses atrás. Passei para deixar um abraço e para convidar-te a ler meu artigo sobre "Deus e homossexualidade".

A homossexualidade é uma obra divina que deve ser respeitada! Nós somos livres!

Bjs

Bernardo Lupi disse...

Gostei deste seu blogue. Voltarei...

i disse...

El tuyo también me gusta, gracias por pasarte. un saludo.