sábado, 21 de fevereiro de 2009

Assim sou eu (Érica)

Frida Kahlo - A coluna partida - 1943

Quero ser livre e livremente viver
Quê me importa o que os outros vão dizer?

Se eu tenho a certeza do que faço
Por quê sofrer dos outros o descaso?

Todo mundo fala pelos cotovelos
Sem se preocupar com desvelos

Se eu der ouvido ao que de mim comentam
Termino por acreditar no que inventam

Por isso vivo como quero, falo o que penso e faço o que sinto
Se não gosto de você, digo na cara, não finjo, não minto

Se por alguém tenho amor, admiração, afeto ou simpatia
Dedico-lhe minha alma, meu carinho, meu tempo e cortesia

Mas se ao contrario, sua presença me entedia
Não lhe dedico nem um instante de meu dia

Dizem que sou grossa e insensível
Que alguns para mim são invisíveis

Não digo que lhes faltem a razão
Mas a quem quero cuido com paixão

Amo aos pobres que não conheço
E a esses sempre ajudo com apreço

Divido meu pão com o mendigo
Defendo os mais fracos com afinco

Mas olho com desprezo os que se acham
Os que têm duas medidas e dois pesos

Que são injustos, arrogantes ou maltratam
As mulheres, as crianças e os indefesos

Não calo minha boca ante a injustiça
Não tolero o preconceito e os maus tratos


Por isso me apontam, me perseguem e me criticam
Pensando que dessa forma me atingem

Mas eu digo bem alto, para quem quiser ouvir
Que não deixo de ser assim enquanto eu existir.