sábado, 28 de março de 2009

Sexualidade: Qual o papel da escola? (Érica)


A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza a sexualidade como um aspecto do ser humano que não se pode separar dos outros aspectos da vida. Ela influencia nossos pensamentos,
sentimentos e ações, bem como a saúde física e mental e, portanto, deve ser considerada um direito básico do ser humano. Sendo assim, a sexualidade é indissociável da educação, da saúde e da cidadania. A escola tem como responsabilidade prezar pela saúde de seus alunos e, sobretudo, formar cidadãos conscientes, críticos e responsáveis, tanto em uma dimensão individual quanto social. A educação sexual, no meio escolar, é um componente primordial para a construção desse cidadão, bem como na prevenção de agravos à saúde e à integridade física e mental dos estudantes, desconstruindo mitos, tabus e preconceitos.
(...)
A sexualidade, como um aspecto inerente ao ser humano, acompanha o indivíduo em cada fase da vida e se manifesta sob formas multifacetadas, portanto não é possível ignorar as diversas maneiras de expressá-la por parte de crianças e adolescentes no âmbito escolar. É através comportamentos, que muitas vezes ignoramos, reprovamos, criticamos ou repreendemos, que o estudante expressa seus anseios, suas angústias, seus medos, suas necessidades e suas dúvidas sobre a sexualidade.

Por uma educação libertadora
O educador, atento às manifestações anteriormente citadas, pode, ainda, ajudar a criança e o adolescente a se prevenirem ou se libertarem de uma situação de violência ou de abuso sexual. Pois certas atitudes do estudante são como um grito de socorro, que grande parte dos educadores não consegue ouvir, devido aos preconceitos e à ignorância diante de determinados comportamentos relacionados à sexualidade.
(...)
A escola deve estar preparada para apreender e compreender todas as manifestações do educando, a fim de orientá-lo em suas buscas, ajudá-lo a sanar dúvidas e superar medos, incitá-lo a refletir, questionar e descobrir o melhor caminho a ser trilhado. Pois a sexualidade na escola visa principalmente levar aos alunos, a partir dos seus conceitos e vivências, as informações e conhecimentos que permitirão compreender as diferentes dimensões da sexualidade, suscitando a reflexão e o desenvolvimento de atitudes de responsabilidade individual, familiar e social.
(...)
A parceria com a sociedade civil é outro caminho possível para concretizar a proposta de abordar
a sexualidade no âmbito escolar. Diante da dificuldade da maioria dos educadores em lidar com o tema e de desenvolver projetos relacionados à educação sexual, buscar as ONGs para promover a capacitação de professores ou atividades periódicas com os alunos e a comunidade é uma alternativa que a escola não deve negligenciar. Nesse aspecto, o Centro Popular da Mulher de Goiás e a União Brasileira de Mulheres são instituições que têm se mostrado disponíveis e atentas às demandas da escola, no que diz respeito aos projetos, atividades e capacitação relacionados a gênero, sexualidade, saúde, cidadania e Direitos Humanos.


Parte de um artigo meu, publicado na Revista Mátria/2009. Se você tem o interesse de ler o artigo completo está disponível no site da CNTE. Link abaixo.

http://www.cnte.org.br/images/pdf/revista_matria_2009.pdf

Um comentário:

O Profeta disse...

Para que a terra não trema
Para que esta Ilha seja de boa guarida
Mil e muitas ave-marias
Para iluminar tanta alma perdida

Em meu peito bate a fé
Sou um caminhante de muda revolta
Olhos presos a este manto verde
Alma que se ergue e fica solta


Boa Páscoa


Mágico beijo