terça-feira, 20 de outubro de 2009

Camisinha feminina com farpas é arma contra o abuso sexual

Altos índices de violência sexual da África do Sul levaram à criação da Rape-aXe, camisinha feminina com farpas que inibe a ação de estupradores. Com a Copa do Mundo de 2010, invenção volta a ficar em evidência

O número de estupros na África do Sul é tão alto que a sul-africana Sonette Ehlers desenvolveu um mecanismo de defesa para inibir a ação dos agressores: uma camisinha feminina especial chamada Rape-aXe.

Ehlers trabalha há anos com vítimas de abuso sexual. Certo dia, ouviu de uma dessas mulheres uma frase que não lhe saiu mais da cabeça: "Eu queria ter dentes lá embaixo".

Uma vagina que morde é uma ideia que sempre aterrorizou os homens. Bastou uma apresentação pública da invenção para reduzir a zero o número de estupros numa cidade.

"O diretor de polícia me disse: 'Sonette, depois da sua apresentação, passamos três meses sem registrar um estupro sequer. Os homens ficaram com medo de que você tivesse deixado algumas dessas camisinhas por aqui'", conta ela.

O medo dos homens tem fundamento. A possibilidade de cometer o estupro ainda existe, mas as consequências para o agressor são devastadoras. Na hora em que ele tentar tirar o pênis de dentro da vagina, centenas de farpas perfuram a pele.

Camisinha só pode ser retirada em cirurgia

"Rape-aXe é uma camisinha para mulheres que, depois de um estupro, se transforma numa camisinha para o homem. A camisinha é feita de látex e plástico, e as farpas são colocadas na parte interna de forma que o homem não consiga retirá-la sozinho", explica Ehlers.

"O homem deve procurar um hospital o mais rápido possível e retirá-la com um procedimento cirúrgico. A camisinha fica presa ao pênis, é tudo muito doloroso e ele não pode sequer urinar. Na clínica, o procedimento só pode ser realizado com anestesia local."

Isso não poderia ser considerado agressão física? – é a pergunta que as funcionárias da Terre des Femmes mais ouvem do público nas discussões promovidas na Alemanha.

A resposta da organização de defesa dos direitos da mulher é clara: é o homem quem agride a mulher, e a camisinha com farpas oferece proteção contra essa violência.
A Terre des Femmes apoia o Projeto Rape-aXe por entender que assim as mulheres podem se proteger e, principalmente, porque elas é que decidem quando usar a camisinha, diz Serap Altinisik, que também faz parte da organização.

"Consideramos muito importante que isso seja uma decisão própria. Simplesmente porque, do contrário, dirão: 'As mulheres já podem se proteger e não precisamos mais promover trabalhos de prevenção e esclarecimento'. E uma situação assim não é sustentável", comenta Altinisik.

"A camisinha é quase como uma ferramenta de autodefesa, como spray de pimenta, que se pode carregar consigo. Por isso achamos que ela pode ser usada por mulheres de todos os lugares", diz.

Preocupação com a Copa

A ideia é que a camisinha seja oferecida no mundo todo. O preservativo já está sendo produzido na Malásia. A distribuição será coordenada a partir da Alemanha. A meta é distribuir a Rape-aXe gratuitamente para mulheres em situação social vulnerável.
A administradora de empresas Tatiana Weintraub, da Terres des Femmes, está organizando os canais de distribuição e negocia subvenções com os governos de alguns países.

A demanda é enorme, diz ela. No caso da África do Sul, principalmente em função da Copa do Mundo.

"Nós recebemos diariamente cerca de cem e-mails de maridos e esposas que têm medo de viajarem para esse país por terem ouvido a respeito dos altos índices de estupro. Eles perguntam: 'Essa nova camisinha já está à venda? Podemos nos proteger?' Então é prioridade absoluta que, até a Copa, a camisinha já esteja no mercado na África do Sul".

Autora: Henriette Wrege (ff)
Revisão: Alexandre Schosslerevidência.

Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4771122,00.html

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Dia de Sair do Armário


Todo dia é dia se se viver como somos, mas 11 de outubro no Brasil passará a ser um dia especial quando o assunto for viver longe da mentira e da omissão no que diz respeito à homossexualidade, à bissexualidade e à identidade de gênero. O Estruturação - Grupo LGBT de Brasília, a partir deste ano, passará a comemorar o 11 de outubro, Dia de Sair do Armário.

O objetivo é envolver lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros e heterossexuais na construção de uma realidade em que a diversidade de orientação sexual e a identidade de gênero possam ser vividas de forma livre e respeitosa. Algo que passa, necessariamente, pelo bem-estar individual de se colocar na sociedade como LGBT sendo-se
verdadeiramente quem se é. Não acreditamos em um conceito de integridade psicológica, base para uma vida plena como cidadão/ã e ser humano, no qual uma pessoa precise mentir, omitir ou dissimular sua orientação sexual e sua identidade de gênero para poder estar em sociedade.

A iniciativa é feita para trazer ao Brasil o movimento sobre o tema que é feito desde 1988, quando, nos EUA, começou-se a celebrar o National Coming Out Day, em 11 de outubro. A proposta não é determinar um dia para se sair do armário, mas sim levantar o debate sobre a importância de se assumir e se ser publicamente quem se é internamente.

A campanha, inédita no Brasil, tem várias ações:
- Concurso nacional de fotografias relativas ao tema sair do armário com distribuição de prêmios;
- Orientações sobre como sair do armário, enfim, assumir-se como LGBT
;
- Explicação sobre o termo a origem do termo sair do armário;
- Divulgação de como pessoas LGBT influentes e conhecidas enfrentaram o desafio de não mentir ou omitir a própria orientação sexual e/ou identidade de gênero.

Saiamos, quebremos, destruamos todos os tipos de armários contra nossa liberdade. Venham para aqui fora, onde podemos ter a felicidade não do vizinho, da mãe, do pai, do colega, das outras pessoas, mas sim a nossa própria felicidade. Até porque quem nos ama verdadeiramente também se alegra quando ficamos felizes. E é isso o que conta na vida!

domingo, 4 de outubro de 2009

HOMENAGEM A MERCEDES SOSA

La muerte de "La Negra": MINHA ALMA CHORA POR ESSA PERDA IRREPARÁVEL

La popular cantante argentina Mercedes Sosa, que con su voz luchó contra dictadores sudamericanos y se convirtió en un símbolo de la música contemporánea latinoamericana, murió el domingo en Buenos Aires a los 74 años.

La muerte de "La Negra", como se la conocía cariñosamente por su cabello y piel oscuros, ocurrió tras varios días de internación debido a severos problemas renales y llenó de tristeza a miles de admiradores que la vieron en escenarios de todo el mundo.
Sosa fue apodada "la voz de la mayoría silenciosa" por su defensa de los pobres y su lucha por la libertad, y fue también una artista reconocida por músicos de todas las generaciones y estilos con los que compartió palcos y grabaciones, mostrando apertura y generosidad artística.
Su versión del tema "Gracias a la Vida" de Violeta Parra se convirtió en un himno para los izquierdistas de todo el mundo en las décadas de 1970 y 1980, cuando se vio obligada a exiliarse y sus discos fueron prohibidos.
Su poderosa voz ganó aplausos en el exterior y popularidad en el país, al igual que su estilo con el cabello largo y ponchos tradicionales.
En las turbulentas décadas de 1960 y 1970, Sosa fue un exponente clave del Nuevo Cancionero, un movimiento altamente politizado que trató de llevar la música popular de vuelta a sus raíces.
También fue miembro del Partido Comunista y sus simpatías políticas le ocasionaron problemas durante la sangrienta dictadura militar argentina (1976-1983), en la que miles de personas murieron en la represión a disidentes de izquierdas.
Los censores de Estado prohibieron sus canciones y Sosa huyó a Europa en 1979 después de ser detenida en mitad de un concierto junto al público en la ciudad universitaria de La Plata.
Sosa se definía con frecuencia como una mujer de izquierdas, aunque aseguraba que su verdadera vocación era el canto.
"En realidad, yo nací para cantar. Mi vida está dedicada a cantar, a buscar canciones y a cantarlas", dijo en una entrevista en 2005. "Si me metiera en política tendría que descuidar lo más importante para mí, que es el folclore", agregó.

RAICES
Sosa nació en una familia de clase obrera en la pobre provincia azucarera de Tucumán, en el noroeste argentino, y se enfrentó por primera vez a la fama cuando ganó un concurso de talentos en una radio local a los 15 años.
Experta en interpretar canciones de otros autores, Sosa se abrazó a la poesía argentina y latinoamericana. Aunque hizo su incursión en el rock y el tango en los últimos años, sus raíces estuvieron siempre en la música de "tierra adentro".
Algunos meses antes de que el gobierno militar invadiera las Islas Malvinas en 1982, Sosa volvió a su tierra natal para encontrarse con sus canciones y con una nueva generación de jóvenes aficionados.
En una serie de conciertos a su regreso cantó con reconocidas figuras de la música popular argentina como León Gieco y Charly García y salió de gira por Europa, Brasil y Estados Unidos, donde recibió una ovación de pie de 10 minutos en el Carnegie Hall de Nueva York.
A lo largo de su carrera, Sosa recibió una serie de galardones internacionales por la defensa de los derechos de la mujer, entre ellos varios premios Grammy Latinos y el premio CIM-UNESCO por sus "valores éticos y morales" y "su constante defensa de los derechos humanos".

Sosa tuvo complicaciones de salud durante varios años, pero volvió con un nuevo álbum en 2005. Este año, la intérprete lanzó un disco de dos volúmenes denominado Cantora, a dúo con renombradas figuras latinoamericanas como Joan Manuel Serrat, Caetano Veloso y Shakira.

"No soy joven ni hermosa, pero tengo mi voz y el alma que sale en mi voz", dijo en una entrevista en 2001.