segunda-feira, 28 de junho de 2010

Realidade (Érica)

Os Retirantes - Portinari

Tenho pensado em muita coisa
Tenho sentido um grande desespero
Tenho olhado em minha volta
e o que tenho visto me apavora

Vejo crianças chorando e gemendo
com frio e sede, sem ter o que comer
Vejo garotas roubando e se vendendo
ignorando a vida para sobreviver

Sinto uma dor que me assola
Ao ver tanta injustiça e pouca esmola
Sinto uma indignação que me instiga
à não ficar parada vendo a briga

Preciso lutar pelos banidos e oprimidos
Não posso calar a voz que em mim grita
Quero dizer aos meus irmãos e amigos
Que sou mais uma nessa triste lida

Não vamos deixar que os opressores
Apagem nossa esperança com tantas dores
Vamos gritar aos nossos algozes
Que enquanto existir vida seremos ferozes

terça-feira, 22 de junho de 2010

DESCASO COM A EDUCAÇÃO EM GOIÂNIA: O que diria Paulo Freire?


“Está errada a educação que não reconhece a justa raiva, na raiva que protesta contra as injustiças, contra a deslealdade, contra o desamor, contra a exploração e a violência um papel altamente formador”.



“Como posso continuar falando em meu respeito ao educando se o testemunho que a ele dou é o de quem não se prepara ou se organiza para a sua prática, o de quem não luta por seus direitos e não protesta contra as injustiças”.



“A minha resposta à ofensa à educação é a luta política consciente, crítica e organizada contra os ofensores. Aceito até abandoná-la, cansado, à procura de melhores dias. O que não é possível é, ficando nela, aviltá-la com desdém de mim mesmo e dos educandos”.

“Não é na resignação, mas na rebeldia em face das injustiças que nos afirmamos. Uma das questões centrais com que temos de lidar é a promoção de posturas rebeldes em posturas revolucionárias que nos engajam no processo radical de transformação do mundo”.



“Continuo bem aberto à advertência de Marx, a da necessária radicalidade que me faz sempre desperto a tudo o que diz respeito à defesa dos interesses humanos”.



“O que temi, nos diferentes momentos de minha vida, foi da margem, por gestos ou palavrões, a ser considerado um oportunista, um ‘realista’, ‘um homem de pé no chão’, ou um desses ‘equilibristas’ que se acham sempre em ‘cima do muro’
 à espera de saber qual a onda que se fará poder”.



“Quando falo em educação como intervenção me refiro tanto à que espira a mudanças radicais na sociedade, no campo da economia, das relações humanas, da propriedade, do direito ao trabalho, à terra, à educação, à saúde, quanto a que, pelo contrário, reacionariamente pretende imobilizar a História e manter a ordem injusta”.

“Que dizer da professora que, de esquerda ontem defendia a formação da classe trabalhadora e que, pragmática hoje, se satisfaz, curvada ao fatalismo neoliberal, com o puro treinamento do operário, insistindo, porém, que é progressista”.



“Não junto minha voz à dos que, falando em paz, pedem aos oprimidos, aos esfarrapados do mundo, a sua resignação. Minha voz tem outra semântica, tem outra musica. Falo da resistência, da indignação, da justa ira dos traídos e enganados. Do seu direito e do seu dever de rebelar-se contra as transgressões éticas de que são vítimas cada vez mais sofridas.”



“Sou professor a favor da luta constante contra qualquer forma de discriminação, contra a dominação econômica dos indivíduos ou das classes sociais. Sou professor contra a ordem capitalista vigente que inventou esta aberração: a miséria na fartura.”
Pedagogia da Autonomia,  Paulo Freire

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FAÇA PARTE DESSA LUTA PELA  VALORIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

terça-feira, 15 de junho de 2010

Noite sombria (Érica)

Frida Kahlo
Deux femmes nues dans la forêt


                                         Alma gritando em dor
Coração dilacerado pelo desespero
vidros quebrando-se em minha mão
gotas de sangue manchando o chão

Visão de um anjo me abraçando
uma voz doce me acalmando
Lágrimas de angustia e pavor
Pensamentos em chamas, corpo em ardor

Mãos trémulas
Olhar perdido
Sorriso apagado
Em um canto largada
querendo morrer

Mãos que me afagam
Lábios que me beijam
Braços que me abraçam
Do meu lado você.

Me sarando as feridas
Me cantando o amor
Me dizendo sê forte
Com você eu estou.

Naquela noite sombria
Se não fosse o amor
Hoje não viveria.
Obrigada por ser um anjo na minha vida.
Amo Você!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A feminização do HIV/Aids

O aumento do número de casos de HIV na população feminina durante a última década é algo preocupante. Os números mostram que a vulnerabilidade da mulher ao vírus do HIV tem crescido de forma alarmante, principalmente entre as mulheres na faixa etária de 15 a 19 anos de idade.

Diante desse fato, autoridades, instituições especializadas e o movimento social organizado têm se juntado para enfrentar a Feminização da epidemia de Aids, por meio de políticas públicas, campanhas e atitudes de conscientização sobre a importância de empoderar as mulheres a fim de que elas possam ser capazes de exigir de seus parceiros o uso do preservativo e também incentivá-las a usar o preservativo feminino como uma arma contra a vulnerabilidade.

Nós do Centro Popular da Mulher de Goiás (CPM/UBM), instituição da Sociedade Civil Organizada, da qual faço parte, temos realizado inúmeras ações de conscientização, de prevenção e promoção de saúde entre as mulheres em todas as faixas etárias. Estamos indo ao encontro de adolescentes e jovens, mulheres da periferia, profissionais do sexo, enfim, estamos indo até onde elas estão, nas escolas, nos bairros, nas feiras e nas praças, a fim de mostrar para cada uma a importância de se cuidar, de se prevenir e de se amar.

O vídeo abaixo mostra um pouquinho desse trabalho. Espero que você realmente tire uns minutinhos para vê-lo. Caso o tema lhe interessar, você poderá encontrar vários outros vídeos disponíveis no youtube. Obrigada, por nos acompanhar nessa luta!